segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Eu fui embora (da amargura) e eu retornei ( do céu)

De tanta clareza, a tanta frieza
sabemos muito, e tão pouco sabemos nada
é o beijo doce, ao amargo engolir de um choro
minha cabeça se aglomera de tantas ideias
meu corpo se movimenta em um rotina idiota
estressante, mais aquilo se alto se descontrola
e eu me controlo, sorrisos? olhares?
porque eu preciso realmente fazer isso acontecer
enquanto você quer viver, sentir, apreciar
vamos correr, cair e rir, gargalhar
poder sentir a briza, sem estar brisado e fazer a briza
sentir isso, isso é tão lindo
quantas vezes pensou em mandar eu ir embora?
quantas vezes pensei depois de atitudes precipitadas?
quantas vezes? me diga quantas vezes superamos a afronta
e o que supera esse bloqueio, é o nosso amor
quando eu me sinto pequeno
é quando meu cérebro é pesado, e movido a imaginação
quando eu me sinto bobo
é quando eu vejo você sorrindo da minha risada
porque é você, move a dor, traz amor
de um talento nato de ser durona
ao olhar mais frágil que sabe ter
quando o mundo não compreende o que somos, estamos unidos
e unidos estaremos, seja a cada erro sempre há um aprendizado
vamos errar e viver, vamos aprender e amar. Eu te amo e amo vermelho!
 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

EM DIAS

Em dias claros em que tudo é tão lindo, a conclusão do ser humano o torna ímpio
em um mar sem fé, sem crença, sem salvação, conclui se agarrar nessa maldição
estagnado pelo centro das atenções que adere a perspetiva de lições
moralidades sem virtudes, obscuridade em transgreções
alimenta a besta, do enxame de vespa, e nada presta
já não mais contesta, nem declama, só propaga e ainda clama
e quem é voz, que junta-se a nós, sem viver do após?
aquela que no braço passa a navalha, em vez de levantar as mangas e ir pra batalha
trabalha, sua mente, seu corpo, cuidado com os corvos, que caçam resto de nos entre mortos
a carne humana se desfaz na terra, terra que proporciona calamidade, onde o ódio impera

Em dias negros em que tudo é tão tenebroso, a queda do anjo, barulho estrondoso
terra em fogo, em chamas, chamais as crianças que choram
outros se degolam com facas que os homens amolam, cabeças que rolam
seu coração foi dilacerado, apunhalado com intuito inigualável
sem construção mental, entregue-se ao espiritual, que ainda tenho voz verbal
mais viveis no inferno, abraçais pecados sempiternos
esse é o paraíso que o mundo deseja, o errado é mais gostoso
sente-se vitorioso, momento glorioso e prazeroso, mesmo sendo impiedoso
ainda que neste leito estou morrendo de câncer, estou renascendo com Lúcifer.



terça-feira, 21 de maio de 2013

PSICOLÓGICO OMITIDO

O homem que caminha com a angustia predominada em seu peito
absorve, conduz sem luz, sentindo o peso da cruz
a maldade que propaga, todo processo não pago da sua divida eterna
o consciente abraça ideias não celestiais, malignos até demais
sua estrutura desaba, a psicose é mais amarga e nunca acaba
a fumaça ele traga, pela privacidade acumulada com as pragas
a vida é louca né se não for convivida? louca mesmo é a vida
mais louca que a visão de um Freud, cogitando a abstinência desta senóide
ao intuito maldoso do bode, a serpente pronta para o bote
 exalar vontade de matar, sem perdoar a quem poderia se comparar
com a inoscencia de um ser a seu sangue derramar
quando a escuridão lhe ronda, pra enfermidade você tomba
e toma conclusões capazes de lhe deixar em coma
gravidade lirica exposta aos olhos, de um "eu" que caminha com fé e hematomas!


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Pupila

Pela parte adquirida em meio ao beijo, em meio ao calor
sinto suas mãos em minha alma, nessa profundidade
o doce da sua boca que não é amarga, mais aos meu lábios afaga
tira o gelo absorvido de tanto fogo, queimando tudo o que encontra
seja dor, vicio, declínio, dificuldade sem determino
mais a única razão é estar ali naquele momento
o abraço que me tirou do tormento, me trouxe sustento
a voz que ecoa nos meus ouvidos, não são dias perdidos
são prazeres vividos, sentidos e amadurecidos
um brilho ocular, uma pupila a dilatar
um frio pra sentir, o arrepio que vem pra suprir
seu abraço pra incluir, o amor que veio unir

A visão que me foi concedida, a enxergar sua face vivida
vão anos, vão meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos
a vantagem de vivermos no mesmo mundo
sem classe adquirida de consumo, mais abordando tantos assuntos
agente se perde nas palavras, nos dizeres, no toque
viajamos pra outro universo, concluindo toda felicidade que expresso
o caminhar de vossa senhoria, suas questões questionadas com sabedoria
me faz sentir admiração pela sua pessoa, na noite sua voz ecoa
pela paz prego pela virtude, somos pessoas de atitudes
porque com agente não existe tempo ruim, a nuvem preta é só fumaça
quando suas vestiduras caiem ao chão, sorrio ao ver o que a nós se passa.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Chamas

Por um momento você fecha os olhos, sente a brisa da noite
se vê encolhido passando frio, seu braços já arrepiados
já não existe nada quente ao seu redor, então você se abraça
abraça o nada, o vento, o sentimento, a amargura, o medo
o receio te atormenta, tomado pelo seu orgulho você se vê limitado
acende um cigarro, e ali você vê que é o unico fogo que lhe sobrou
retrata se da paixão esplendida e maravilhosa
deliciosa, imperdivel e desejavel, mais ela é como uma fogueira
uma fogueira que pouco a pouco vai se apagando, tempo ao tempo
mais o fogo demais queima, machuca, dói, destróio fogo de menos faz falta, deixa frio, escuro, desconfortavele nesse desespero você tem que achar o ritmo, acertar o tom
se embebedar, embriagar-se nas chamas com a medida certa
aprendendo assim, manter somente as brasas acesas
por isso você hoje já não chora mais, já nao sorri
não fala, não sente, não ouve, você não vive a dor
sem essa chama não a inicio a nada, sem ela não tem porque nascer o amor
é necessário abraçar o fogo, é inevitavel amar o fogo
Nem que isso lhe faça arder, doer e aprender
pois tudo isso você descobre que é um sentido para valorizar o amor
pois a paixão queima e machuca enquanto que o amor aquece e acolheentão você abre seus olhos e uma lagrima de alegria escorre em seu rosto
e vai dormir em paz, sabendo o misterio desse segredo que é o amor.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Amor, que é amor, dura a vida inteira

Amor, que é amor, dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor. O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou. O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado, eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto". O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração os quais sozinhos jamais poderíamos enxergar. O poeta soube traduzir bem quando disse: "Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!" Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos, socorreu-me em minha cegueira. Eu possuía e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha.

P.F.M.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Quando tudo acaba, quando acaba tudo

Quando a escuridão vem querer te abraçar, qual é sua frustação?
quando a amargura quer preencher seu coração, o que considerar?
quando todo vazio do seu coração se preencher de nada, como esvazia-lo?
quando toda calamidade causar ação em ti, qual é sua reação
quando toda ação e reação se unificar, qual será o conjunto desse ponto de vista?
quando plantamos sentimentos frios nos corações, queres mesmo colher um coração em chamas?
quando o bem estar está perdido na solidão submersa, você abraça a negatividade?
E NOSSA DUVIDA É: QUANDO VAMOS PARAR DE ACORDAR SÓ QUANDO CAIMOS? QUANDO?