quarta-feira, 22 de maio de 2013

EM DIAS

Em dias claros em que tudo é tão lindo, a conclusão do ser humano o torna ímpio
em um mar sem fé, sem crença, sem salvação, conclui se agarrar nessa maldição
estagnado pelo centro das atenções que adere a perspetiva de lições
moralidades sem virtudes, obscuridade em transgreções
alimenta a besta, do enxame de vespa, e nada presta
já não mais contesta, nem declama, só propaga e ainda clama
e quem é voz, que junta-se a nós, sem viver do após?
aquela que no braço passa a navalha, em vez de levantar as mangas e ir pra batalha
trabalha, sua mente, seu corpo, cuidado com os corvos, que caçam resto de nos entre mortos
a carne humana se desfaz na terra, terra que proporciona calamidade, onde o ódio impera

Em dias negros em que tudo é tão tenebroso, a queda do anjo, barulho estrondoso
terra em fogo, em chamas, chamais as crianças que choram
outros se degolam com facas que os homens amolam, cabeças que rolam
seu coração foi dilacerado, apunhalado com intuito inigualável
sem construção mental, entregue-se ao espiritual, que ainda tenho voz verbal
mais viveis no inferno, abraçais pecados sempiternos
esse é o paraíso que o mundo deseja, o errado é mais gostoso
sente-se vitorioso, momento glorioso e prazeroso, mesmo sendo impiedoso
ainda que neste leito estou morrendo de câncer, estou renascendo com Lúcifer.



terça-feira, 21 de maio de 2013

PSICOLÓGICO OMITIDO

O homem que caminha com a angustia predominada em seu peito
absorve, conduz sem luz, sentindo o peso da cruz
a maldade que propaga, todo processo não pago da sua divida eterna
o consciente abraça ideias não celestiais, malignos até demais
sua estrutura desaba, a psicose é mais amarga e nunca acaba
a fumaça ele traga, pela privacidade acumulada com as pragas
a vida é louca né se não for convivida? louca mesmo é a vida
mais louca que a visão de um Freud, cogitando a abstinência desta senóide
ao intuito maldoso do bode, a serpente pronta para o bote
 exalar vontade de matar, sem perdoar a quem poderia se comparar
com a inoscencia de um ser a seu sangue derramar
quando a escuridão lhe ronda, pra enfermidade você tomba
e toma conclusões capazes de lhe deixar em coma
gravidade lirica exposta aos olhos, de um "eu" que caminha com fé e hematomas!


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Pupila

Pela parte adquirida em meio ao beijo, em meio ao calor
sinto suas mãos em minha alma, nessa profundidade
o doce da sua boca que não é amarga, mais aos meu lábios afaga
tira o gelo absorvido de tanto fogo, queimando tudo o que encontra
seja dor, vicio, declínio, dificuldade sem determino
mais a única razão é estar ali naquele momento
o abraço que me tirou do tormento, me trouxe sustento
a voz que ecoa nos meus ouvidos, não são dias perdidos
são prazeres vividos, sentidos e amadurecidos
um brilho ocular, uma pupila a dilatar
um frio pra sentir, o arrepio que vem pra suprir
seu abraço pra incluir, o amor que veio unir

A visão que me foi concedida, a enxergar sua face vivida
vão anos, vão meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos
a vantagem de vivermos no mesmo mundo
sem classe adquirida de consumo, mais abordando tantos assuntos
agente se perde nas palavras, nos dizeres, no toque
viajamos pra outro universo, concluindo toda felicidade que expresso
o caminhar de vossa senhoria, suas questões questionadas com sabedoria
me faz sentir admiração pela sua pessoa, na noite sua voz ecoa
pela paz prego pela virtude, somos pessoas de atitudes
porque com agente não existe tempo ruim, a nuvem preta é só fumaça
quando suas vestiduras caiem ao chão, sorrio ao ver o que a nós se passa.